INGO SCHULZE, CHIMAMANDA ADICHIE E MISHA GLENNY CONFIRMADOS PARA A FLIP
O alemão Ingo Schulze, a nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, e o inglês Misha Glenny têm participações confirmadas na FLIP 2008.
Um dos principais nomes da literatura africana, Chimamanda Ngozi Adichievem à FLIP e traz na bagagem o prestígio conquistado com Purple hibiscus (2003) e Meio Sol Amarelo (2006), vencedor do Orange Prize de 2007. A obra é um tributo às vítimas da guerra de Biafra, um conflito civil que matou um milhão de pessoas, destroçando a Nigéria entre os anos de 1967 e 1970. Crítica da forma como a imprensa costuma tratar a África, Chimamanda mostra que a insistência na imagem do africano despossuído e carente esconde uma parcela expressiva e atuante da população, cuja voz merece ser ouvida com mais freqüência.
O inglês Misha Glenny, especializado em Europa Central e Oriental, escreveu seu primeiro livro, The rebirth of history: Eastern Europe in the age of democracy (1990), a partir da cobertura que fez da queda do comunismo, como correspondente da Europa Central na BBC. Também neste cargo, cobriu a crise da Iugoslávia, o que serviu de base para The Fall of Yugoslavia: The third balkan war. Publicado em 1992, esta é considerada a mais abrangente obra já escrita sobre a região. Em seu último trabalho, McMáfia: crime sem fronteiras, Glenny descreve as articulações internacionais do crime organizado.
A sexta edição da FLIP, que acontece de 2 a 6 de julho, terá como homenageado o escritor Machado de Assis, cujo centenário de morte se completa em setembro próximo.
Considerado um dos melhores contistas de seu país e um dos grandes representantes do Wenderoman, movimento literário cuja temática aborda a reunificação das Alemanhas Oriental e Ocidental, o jornalista e escritor Ingo Schulze é o primeiro autor alemão a participar da FLIP. No livro Histórias Simples da Alemanha Ocidental (1998), reúne narrativas que tematizam a relação da sociedade alemã com a nova realidade do país, após a queda do muro. Celular, sua nova coletânea de contos, traz treze histórias que mostram porque Schulze é considerado um dos seis melhores jovens romancistas da Europa pela revista New Yorker.