FLIP CONFIRMA MÁRIO BELLATIN
Flores, que a Cosac Naify lança em julho, foi considerado pela Magazine Litteraire um dos “vinte e quatro clássicos mexicanos de ontem e de hoje”, numa seleção que reuniu obras de nomes como Juan Rulfo, Carlos Fuentes e Augusto Monterroso. No ano de sua publicação no México, 2001, venceu o prêmio Xavier Villaurrutia, que já agraciou Juan Rulfo, Octavio Paz e Carlos Fuentes, entre outros importantes autores mexicanos. O livro compõe-se de narrativas breves que se relacionam, compondo um mosaico grotesco e poderoso de figuras solitárias, perversas e, não raro, violentas. Com uma prosa direta, o autor recorre a situações extremas para dar conta de um mundo que, em seus relatos, surge como um lugar instável, brusco, dominado pelo absurdo e a ausência de sentido.
Bellatin, que recebeu a bolsa da Fundação Guggenheim em 2002, também é criador e diretor de uma escola alternativa de escrita, a Escola Dinâmica de Escritores. O autor publicou Salão de beleza (2000), Damas chinas (2006) e El gran vidrio (2007), entre outros.
O autor dividirá mesa com o brasileiro Cristovão Tezza, autor de O Filho Eterno (2007).
A FLIP acontece de 1º a 05 de julho, em Paraty.