Informação à imprensa
04 de Maio de 2010

A CUBANA WENDY GUERRA E OS AMERICANOS GILBERT SHELTON E WILLIAM KENNEDY
CONFIRMAM PRESENÇA NA FLIP

A pouco mais de três meses do início da 8ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), 13 autores, sendo 12 deles estrangeiros, já confirmaram presença no evento. Esta semana, foi a vez de a cubana Wendy Guerra e os americanos Gilbert Shelton e William Kennedy marcarem suas vindas ao Brasil: de 04 a 08 de agosto estarão na cidade do sul fluminense.

Antes mesmo de ter o seu primeiro livro publicado no Brasil, a cubana Wendy Guerra já gera polêmica. A troca de correspondências com seu editor brasileiro fez com que a escritora fosse chamada pelo governo de Cuba para prestar satisfação. Ainda no prelo, Nunca fui primeira dama (Bemvirá) traz à tona Nadia Guerra, alter ego ficcional da autora. Obcecada pela ideia de encontrar a mãe, Nadia faz uma viagem ao passado e às salas escuras do regime cubano. Nesse trajeto, descobre que sua mãe se viu forçada a abandonar a filha e o país ao tentar publicar um romance sobre Celia Sánchez, secretária pessoal de Fidel Castro.

Nesta FLIP, não apenas Wendy e sua Nadia Guerra terão histórias a contar sobre Cuba. O americano William Kennedy reescreve suas memórias, relembrando o ano de 1959 – quando eclode a revolução cubana, ele está morando em Porto Rico e editando um jornal em San Juan, para o qual escreve matérias sobre Fidel Castro. E é esse mesmo Fidel que, ao lado de Ernest Hemingway, surge como personagem no livro que Kennedy está escrevendo. Ganhador do Prêmio Pulitzer de literatura porIronweed – que será lançado ainda neste semestre pela Cosa & Naify no Brasil -, Kennedy, aos 82 anos, ainda está em plena produção.

Não menos polêmico, o quadrinista Gilbert Shelton vai levar o movimento da contracultura americana para a FLIP. Criador da consagrada HQ underground The Fabulous Furry Freak Brothers (Conrad/2004), Shelton trabalha atualmente na série “Not Quite Dead”, sobre a banda de rock de menos sucesso no mundo. Ao mesmo tempo, está envolvido com a produção de uma animação em stop motion de Freak Brothers. Shelton virá ao Brasil com sua esposa, a agente literária de Robert Crumb, também já confirmado para a FLIP, Lora Fountain.

Entre os nomes já confirmados para a edição de 2010 da Flip estão os ingleses Terry Eagleton e William Boyd, o irlandês Colum McCann, o indiano Salman Rushdie, o israelense Abraham B. Yehoshua, a iraniana Azar Nafisi, o brasileiro Fernando Henrique Cardoso e os americanos Lionel Shriver, Robert Darnton e Robert Crumb.

Sobre os autores

Gilbert Shelton

Nascido no Texas, em 1940, Gilbert Shelton é um dos expoentes dos quadrinhos underground. Seus primeiros desenhos foram publicados na Texas Ranger - revista de humor editada pela Universidade do Texas. Foi lá que em 1961 Shelton se graduou em Ciências Sociais. Residente em Paris, esse ícone da contracultura americana já publicou no Brasil Aventuras do gato do Fat Freddy (L&PM/ 1988), The Freak Brothers (Conrad/2005) e The Fabulous Furry Freak Brothers (Conrad/2004).

Wendy Guerra

Nascida em 1970, em Havana, formada em Cinema, Wendy não cria controvérsias apenas nos livros. Já posou nua para fotos mais de uma vez – sempre alegando que se despiu pela arte e não por dinheiro. Em 2006, recebeu o Prêmio Bruguera por seu primeiro romance, Todos se van. Publicou três livros de poesia: Platea a oscuras, Cabeza rapada e Ropa interior. É colaboradora de diversas publicações, como o jornal espanhol El Mundo e a revista Encuentro. Toda sua obra, apesar de publicada em oito países, permanece inédita em Cuba.

William Kennedy

Nasceu em 1928, em Albany, nos Estados Unidos, trabalhou como jornalista em Porto Rico e Nova York. Autor de mais de dez romances, escreveu peças de teatro, livros infantis e foi roteirista de filmes como Cotton Club (1984), de Francis Ford Coppola. Em 1984, ganhou o prêmio Pulitzer de literatura por Ironweed, que Hector Babenco levou ao cinema. É integrante da American Academy of Arts and Letters. No Brasil, a Cosac & Naify lança três títulos — O grande jogo de Billy Phelan (escrito em 1978); Ironweed (no prelo); e Velhos esqueletos (de 1992), que chegará às livrarias no segundo semestre. Outras três obras de Kennedy já foram publicadas no Brasil: O livro de Daniel Quinn (Companhia das Letras/1988); Ossos Antigos (Companhia das Letras/ 1994) e O ramalhete em chamas (Record/ 1997).